T1- Episódio 1: O cordão umbilical – Lado Mãe

Gente boa!

 

Se você está lendo este artigo, então você e sua mãe passaram por essa primeira ruptura da vida: o cordão umbilical cortado.

Neste artigo vamos abordar o lado mãe. Os efeitos dessa ruptura.

Mas não deixe de ler se você não é mãe, pois os pais também participam.

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Durante alguns meses. Cinco e meio, seis, sete, oito, nove… a mãe hospeda no ventre um ou mais seres vivos. Um verdadeiro “hotel de luxo”, 5 estrelas. A mãe observa todas as alterações do seu corpo e aos poucos da sua vida. Não existe mais o “só eu”, nem seu corpo é mais “só dela”.

Pais, parentes e amigos conversam com eles, escolhem nomes, fazem enxoval, preparam o ambiente onde eles vão ficar… (nem sempre adianta pois eles ficam muito tempo é no colo mesmo!.rsrs…).

Os hormônios chegam bagunçando tudo. Pensar aquilo que era óbvio antes se torna uma tarefa difícil. Completar algumas linhas de raciocínio são quase impossíveis. Raiva, emoções fortes e descontroladas podem fazer parte do dia a dia da gestante. Infelizmente nem sempre são compreendidas por seus parceiros e familiares.

Muitas gestantes ainda continuam encarando mesmo dentro deste cenário, uma rotina pesada de trabalho, casa, e outros filhos para cuidar.

Ansiedade, medos, inseguranças também aparecem. Como vai ser? Vou dar conta? e se eu não souber o que fazer? e se acontecer alguma coisa errada? e se…. Todo esse quadro emocional delicado pode gerar problemas na hora em que o cordão umbilical é cortado e você estiver mergulhada em outra realidade. A realidade com um recém nascido.

Algumas confusões externas também podem aparecer entre os próximos (parentes). Famosas disputas de poder… sogras, noras, genros e até sogros, que às vezes são mais como ogros… Todos querem dar um palpite, uma opinião, cada um sabe um jeito diferente e “o melhor” para você fazer.

Alguns foram mais apressados e saíram desse ambiente antes desse tempo considerado saudável pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Para a mãe, que aguarda a chegada do bebê, alem isso, é tempo de espera, ansiedade, muitas mudanças em seu corpo, em suas emoções, dúvidas, angústias, inseguranças, felicidades e etc…

 

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Chegou a Hora: Um momento e tanto!

Pode ser que a mãe já esteja sentindo cólicas a alguns dias. O peso da barriga agora reflete o peso da preocupação. Ela esta “afrontada”. Não vê a hora de ter seu bebê no colo e olhar seu rostinho! Chega o dia e um segundo. Um único segundo e o cordão umbilical é cortado.

Normalmente um choro se ouve e pronto, ou quase pronto.

Uma mistura de emoções e sensações indescritíveis. Não gosto de dizer isso, mas só quem já passou por este momento pode entender que enxurrada de emoções são essas. Elas transbordam, não cabem dentro do peito.

Mas normalmente antes desse segundo, houve um tempo meio ingrato por um lado.

  • Cólicas,
  • Colsas estouradas
  • Cordões enrolados
  • Bebês virados
  • Cesárias
  • Cortes
  • Injeções
  • Partos naturais
  • Cócoras
  • Partos humanitários ou humanizados** (não sei pra quem)

**(acho que os humanos são outra espécie porque os tais partos humanizados ou humanitários que presenciamos não tinham muito do conceito de humanos não – pelo menos o conceito comum que temos) (vale ressaltar aqui que a ideia é boa mas a execução fica a cargo de seres cuja especificação de raça humana não seja a mais adequada…) (ou talvez esses seres não aguentem o peso imposto sobre eles pelos governos e sistemas de saúde, públicos ou privados)(e ainda talvez nos sistemas de saúde muito bem pagos a ideia seja bem realizada)(tem mais parênteses do que frase aqui!!!).

Enfim, sobre parto humanizado escrevi uma crítica narrativa em outro post que você pode conferir clicando aqui.

Estes momentos do “trabalho de parto” pode ser muito sofrido para a mulher, que espera um momento mágico. Dores físicas e emocionais antes e depois. Todo esse quase “rito de passagem”, é muito desgastante para a mulher, que já vem de um desgaste de uma gestação.

Essa ruptura do cordão umbilical, vira uma página na vida de toda mãe. Uma página que não é fácil ser virada, por mais que você tenha desejado ter um filho, você não sabe o que te espera.

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Um pós-momento e tanto!

Uma nova vida toma conta de tudo e os dias precisariam de 200 horas cada um pra gente dar conta da avalanche de coisas que se apresentam. Como que “meio metro de gente” consegue dominar toda a casa?!

Fralda, xixi, cocô, troca roupa, dá banho, sujou, começa de novo, pomada, lencinho, paninho, roupinha, troca de novo, tá na hora de mamar, de novo, nem acabou uma já tá na outra, melou, babou… ai!

Bebês exigem atenção exclusiva para eles  24hs por dia. E em especial da mãe, principalmente se ela amamenta a criança. É comum você encontrar a mãe desarrumada, descabelada, sem tempo para pintar unha, ou qualquer outro cuidado pessoal que muitas vezes acabam ficando de lado com o cansaço.

Uma nova personalidade nasceu nesta mulher: Agora ela é MÃE. Lidar com estes dois momentos (ser mãe / ser mulher) pode ser uma tarefa difícil, confusa e cheia de culpas.

Pois é, culpa é algo que parece que acompanha as mães desde a gravidez até o resto de suas vidas. Você já ouviu de uma mãe alguma dessas frases: “Onde foi que eu errei?” “Gritei com meu filho, me sinto péssima..”, “E se eu tivesse feito diferente” ,”Tenho vontade de sumir e passar uma semana sem ninguém” e já bate a culpa…

Por isso é tão importante tomar consciência deste momento e trabalhar as dificuldades. Primeiro admitindo, e depois buscando ajuda, seja de familiares amigos ou de profissionais.

Em casa ou numa creche o trabalho é o mesmo. Nas creches fica por conta de outras pessoas e a gente fica com uma baita preocupação. Pede câmeras para acompanhar, examina a criança quando a pega de volta, etc… e outras neuras danadas de ruins.

Nem todas as creches são assim ruins. Muitos profissionais tem muita consciência e tratam nossos bebês com dignidade e como novos seres que precisam de amparo, amor, carinho, cuidados, e por aí vai…

Pois é gente essa primeira ruptura provoca uma reviravolta gigantesca na vida e demora uns bons dias, meses, ou anos pra se acomodar. Em alguns casos não se acomoda nunca.

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A Primeira Ruptura

 

E muita gente, e muitas vezes, se acha que esse cordão não foi cortado. Não é verdade?

Essa ruptura feliz dói. E por isso muita gente fica segurando o tal cordão, que agora é só simbólico, invisível, emocional, e o que era pra ser a ruptura feliz se torna numa escravidão. Da mãe para o filho ou do filho pra mãe.

Sem falar nos aspectos mais difíceis quando acontecem problemas de formação ou má formação e outras circunstâncias indesejadas, mas reais. Desses vamos falar no terceiro capítulo desta série.

Considerando a normalidade física, mental, etc… o ótimo é reconhecer a ruptura e tratar o novo ser como tal: um novo ser.

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Apego

 

Um novo ser que precisa de ajuda, amparo, apoio, direção, condução, mas continua sendo um novo ser.

Não sabe se trocar, se limpar, comer sozinho. Vai aprendendo aos poucos, mas é um novo ser.

Tem a sua independência como ser, e isso precisa ser mantido.

A melhor coisa que podemos fazer para ajudar um novo ser a se estabelecer é permitir-lhe a independência.

Isso se contrapõe ao nosso sentimento de propriedade. Meu(inha) filho(a), nosso(a) filho(a).

Não que a gente não possa utilizar esses pronomes, mas é preciso ter cuidado com a real extensão de seus significados.

Por que quando esse rebento cresce e vira gente grande é que vamos ver que na verdade ele veio pronto. Tudo o que a gente faz é muito pouco diante de tudo o que esse ser na verdade é.

Ele apresenta traços nossos e de outros antepassados mas no todo é um ser único, e não é só na impressão digital. É em todas as impressões.

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Desapego

 

Então ele não é nosso. Somos apenas veículos que se apresentaram em suas vidas para orientações e ajudas iniciais. Alguns precisam dessas ajudas por mais tempo do que o razoável, mas disso vamos tratar no segundo capítulo desta série.

Podemos chamar de meu ou nosso e termos orgulhos e às vezes decepções, mas não podemos manter a propriedade. Não somos donos deles.

É melhor encarar essa ruptura desde o início.

Haverão outras rupturas nessa relação com esse novo ser e veremos isso mais pra frente, e por conta dessas novas rupturas é melhor cortar mesmo o cordão umbilical. Já no nascimento.

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Propriedade

 

Fazer tudo o que for preciso fazer para acompanhar esse novo ser, mas sem a propriedade.

Um médico famoso que conhecemos em família nos dizia sempre que a raiz das doenças, dos males, é o apego.

Qualquer tipo de apego adoece por que a gente fica dependente de outras coisas e pessoas e deixa de ser independente, deixa de ser indivíduo. E nesses casos a vida só toma sentido na dependências dessas coisas ou pessoas. Isso é um equívoco existencial.

Então, pais, avós, tios, padrinhos, amigos, parentada em geral, seria muito bom se esse novo ser pudesse apenas ser. Sem ser propriedade de ninguém. Apenas ser ele, dele mesmo.

Nossa ajuda e parceria deve ser para que esse novo ser tenha sua independência declarada, mesmo qua aos pouquinhos, um passo de cada vez, dentro de sua capacidade e possibilidade, mas sempre e sempre.

Que tal pensar nisso?

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Por hoje é só!

Um Excelente viver pra você!!

Marcus e Mel

MVE Produções

P.S.:

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