T1 – Epsódio 4: Crescimento e Amadurecimento – Um Ser em Movimento

Gente boa!

Este é o quarto artigosobre os tipos de rupturas da e na vida: Um Ser em Movimento.

No primeiro artigodesta série abordamos algumas questões do nascimento do ponto de vista da mãe, nesta que consideramos como a primeira grande rupturada vida. No segundo artigo foi a vez do lado filho no nascimento.

Mas às vezes as coisas não saem exatamente como se espera e então veio o artigo terceiro: Algo deu errado?

E hoje vamos abordar a questão do Ser em Movimento.

Crescimento

Todos crescemos. Sempre.

E esse crescimento nos traz muitas rupturas.

O termo ruptura soa como algo ruim.

Mas nem sempre é assim ruim.

Crescer é bom e faz bem. Traz novas percepções da e na vida.

E muitas vezes essas percepções provocam rupturas, por que é preciso mudar o rumo, é inevitável mudar o rumo. A gente deixa de brincar com aqueles brinquedinhos de criança e passa a brincar de forma mais perigosa!!!

Essas rupturas afetam a gente e quem está com a gente!

E se qualquer uma dessas gentes ficar apegada(o) ao momento anterior a ruptura começa a ter esse significado ruim, de dor, de perda, de decepção.

E o pior é que às vezes os sentimentos se misturam com o orgulho pelas conquistas próprias ou de quem se acompanha.

Amadurecimento

Esse crescimento todo provoca um amadurecimento.

Do corpo, da mente e do espírito.

Se qualquer desses não amadurecer então temos problemas.

Amadurecer significa incorporar essas rupturas de crescimento assim como os frutos absorvem os ingredientes que recebem para evoluir e adquirir sua forma aos poucos.

Essa incorporação nos eleva, nos transforma, nos muda de patamar, de consciência.

É uma força meio que incontrolável. Nenhum de nós consegue ficar imune aos efeitos desse amadurecimento.

O que significa que de novo temos que encarar e lidar com as rupturas desse amadurecimento.

E novamente elas são naturais e quase sempre positivas e boas, mesmo que nesse processo laços se rompam, independências brotem deixando preocupação, àsvezes aflição e agonia.

E cabe a cada um, seja de que lado estiver, lidar com esses processos “rupturais”, para que eles sejam simplesmente o que tem que ser, sem gerar sentimentos extremados que podem nos colocar em situações depressivas, agonizantes, e paralisantes.

Movimento

O movimento da vida é sem dúvida maravilhoso.

A Força da Vida é incomparável. Nada vemos no mundo que conhecemos que seja superior em força, abundância, magnificência, maravilha, assombro e incógnita.

Incógnita?

Sim. Apesar de toda essa inexplicável condição, não sabemos nada da vida, De quanto ela dura, de quanto vai durar, de como tudo vai caminhar.

Só conhecemos o presente, que vira passado a cada segundo, e esperamos o futuro que insiste em acontecer mais rápido do que desejamos tanto quanto mais demorado do que almejamos.

E nesse movimento todo muitas rupturas são necessárias, as do crescimento, as do amadurecimento, e as da vida.

Vamos agora avaliar cada lado dessa arena.

Primeiro cada um de nós como indivíduos.

Indivíduos

Queremos, desejamos e muito esse crescimento e amadurecimento. Pelo menos durante boa parte da vida. Normalmente lá nos primórdios. Olhamos alguns mais velhos e desejamos ser como eles.

Conseguimos força sabe-se lá aonde e de onde, e seguimos em frente. Traçamos planos, definimos objetivos, mesmo que sem muita consciência disso. Tudo acontece de dentro pra fora.

E enfrentamos a escola, os desafios das matérias que nem entendemos bem pra que servem, os trabalhos em grupo que deveriam promover nosso convívio social, e que muitas vezes fazem isso mesmo, mas que também nos fazem perceber que nem todos são iguais. Tem aqueles que participam e aqueles que se encostam…

Essas percepções geram rupturas em nossos sonhos de perfeição do mundo e se não lidarmos com elas vem a frustração e a decepção até que a gente passa a entender o profeta Jeremias que diz que “maldito é o homem que confia no homem”.

E a ruptura vem mais forte ainda quando percebemos que esse “maldito” em quem não se deve confiar é a gente mesmo.

É claro que é preciso aqui entender o contexto e “relativizar” sem deixar de lado oconceito de que não somos o que pensamos ser.

Essa ruptura é a mais dolorida e demorada de se trabalhar.

Talvez dure uns bons anos, muitos anos…

Por que o ser inicial insiste em permanecer, e o novo precisa achar seu espaço, brigar por ele, lutar por ele. E os rompimentos são inevitáveis.

E o pior é que muitas vezes só vimos a perceber essa situação depois de muitos encontros e desencontros da e na vida. Muitos relacionamentos feitos e desfeitos.

Escrevemos isto tudo aqui por que nosso lema maior em toda a blogosfera é que precisamos buscar a consciência de tudo e de todos. Só conscientes podemos resolver ou tentar e trabalhar para resolver os saldos positivos e negativos desse movimento de vida e da vida.

Geradores, Progenitores, Responsáveis

Agora o lado de quem nos colocou no mundo, ou nos cuidou, se responsabilizou por nós por um tempo de nossa vida.

Tudo o que queremos quando cuidamos de alguém é que esse alguém “cresça e apareça”.

Ajudamos esse alguém, e observamos muitas vezes atônitos os rompantes desse crescimento e amadurecimento.

Orgulhosos, esperançosos, às vezes frustrados, amargurados.

A principal ruptura nesse processo todo é a independência desses que acompanhamos.

Lutamos e muito para que isso aconteça.

E quando vem a plenitude desse acontecimento, vem a mistura de sentimentos.

Essa ruptura é normal na vida. Boa para todos os lados. Mas pode tornar-se um pesadelo se a gente ficar preso, apegado. Se nossa vida depender somente de tornar alguém independente, quando isso acontece a gente fica só, sozinho, sem o alguém. E isso é triste, ruim, perigoso.

Por isso recomendamos que cada um de nós tenha sua própria vida, mesmo que recheada de alguéns pra cuidar e ajudar a crescer e amadurecer.

Não abra mão de você mesmo. De seus planos e objetivos. Mesmo que sejam cuidar de alguém ou de alguéns. Então nesse caso arrume outro alguém pra tocar a vida e pra cuidar.

O Ser

O Ser é desde sempre. Cresce e Amadurece. Se Movimenta.

É inevitável. Não há como impedir. É loucura tentar fazê-lo!

É uma experiência pessoal, e não poderia ser de outra forma.

É inigualável. A de um não é igual à do outro!

A melhor maneira de encarar as rupturas que esse crescimento, amadurecimento e enfim movimento nos traz é respeitar o ser.

O ser que se movimenta a todo momento, seja corporal, mental ou espiritualmente, ele se movimenta.

Respeitar esse movimento é um passo gigantesco para não sofrer com as rupturas provocadas por esse movimento todo.

Não se apegue a nada pois tudo muda. A mudança é talvez a coisa mais certa na vida.

É o resultado do Ser em Movimento: a mudança.

O Corpo muda, ao todo cerca de 9 vezes no decorrer da vida aqui na Terra. (Vejanosso artigo….)

A Mente evolui e nossa cosmovisão se torna mais abrangente. Cada vez mais.

O Espírito se torna cada vez mais perceptivo da existência e suas implicações.

E assim, entendendo esse movimento a gente pode ser feliz e tornar essas rupturas positivas seja você o independente que desabrocha ou o responsável que abre mão.

Nos próximos capítulos vamos abordar em detalhes os principais eventos desse processo de crescimento, amadurecimento e movimento.

Viva Feliz, mesmo com as rupturas da vida!

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